Estudar

Exame de Biologia e Geologia 2026 · 2.ª fase — item I.15, resolvido

Cotação 8 pontosAssociaçãoVerificado

Enunciado

Instituto de Avaliação Educativa · prova 702 · 2026 · 2.ª fase

Grupo I · Texto 2

Texto 2

A costa sudoeste portuguesa foi classificada como Sítio de Importância Comunitária, porque é uma das poucas regiões da Europa onde ainda se preservam zonas costeiras selvagens e habitats naturais bem conservados. Graças a esta distinção foi criado o Projeto LIFE Charcos, para proteger os charcos temporários mediterrânicos (CTM).

Os CTM formam-se em depressões pouco profundas que apresentam uma alternância sazonal entre uma fase seca e uma fase inundada. A água provém das chuvas e das águas subterrâneas dos aquíferos, que asseguram o hidroperíodo – o tempo em que o charco permanece com água. Na Figura 2, estão representadas de modo simplificado as duas fases de enchimento de um CTM.

Estes habitats albergam espécies adaptadas à variação sazonal da disponibilidade de água. A flora inclui o feto Isoetes histrix, nas margens do charco, o junco Juncus emmanuelis, nas zonas intermédias, e o cardo-de-bicos-azuis (Eryngium corniculatum), nas zonas mais profundas.

A fauna é igualmente diversificada, destacando-se: o camarão-girino Triops vicentinus, uma espécie aquática e endémica do sudoeste português, existindo exclusivamente nos charcos localizados entre os concelhos de Vila do Bispo e de Faro; o sapinho-de-verrugas-verdes-lusitânico (Pelodytes atlanticus), cujas larvas (girinos) se alimentam de detritos e de algas; e o morcego-orelhudo-castanho (Plecotus auritus), que utiliza os charcos como área de alimentação.

Atualmente, estes habitats encontram-se em declínio, uma vez que estão sujeitos a diversas ameaças, como a alteração da dinâmica hidrogeológica e a proliferação de espécies exóticas invasoras, nomeadamente a acácia-de-espigas (Acacia longifolia), que comprometem a sua sustentabilidade.

Dois cortes esquemáticos do terreno, sem escala, um por cima do outro, com a legenda à direita. Em cima, «1.ª fase de enchimento»: uma camada superior de arenitos, areias e cascalheiras (Cenozoico), com pontuado sobre fundo branco, de superfície ondulada, com uma depressão ao centro onde está o «CTM», com uma lâmina fina de água acumulada (cinzento-escuro); sobre a depressão, tracejados inclinados com a legenda «Precipitação»; por toda a superfície, incluindo as elevações laterais, setas verticais de infiltração apontadas para baixo; o nível freático (linha tracejada) está baixo, perto da base dos arenitos, por cima de uma faixa cinzenta (arenitos saturados) e de uma faixa de traços oblíquos (xistos e metagrauvaques do GFBA), na base; à direita, um furo de captação de água «X», tubo vertical que desce até abaixo do nível freático. Em baixo, «2.ª fase de enchimento»: o mesmo corte, mas quase todo o pacote de arenitos está cinzento (saturado) e o nível freático (tracejado) está junto à superfície, coincidindo com a superfície da água do CTM, que é agora muito mais extensa e profunda; só os topos das elevações laterais ficam acima do nível freático; o furo «X» à direita; precipitação sobre o charco; sem setas de infiltração. Legenda: retângulo cinzento-escuro – «Água acumulada no CTM»; retângulo pontuado meio branco, meio cinzento – «Arenitos, areias e cascalheiras (Cenozoico)»; retângulo de traços oblíquos – «Xistos e metagrauvaques (GFBA)»; seta para baixo – «Infiltração»; linha tracejada – «Nível freático»; X – «Furo de captação de água». Por baixo de cada corte, «Sem escala».
Figura 2

Baseado em: «Conservação dos Charcos Temporários da Costa Sudoeste de Portugal», LIFE12 NAT/PT/997, 2016; em: N. Salvador et al., «Identificação de lagoas temporárias mediterrânicas em Portugal. Uma contribuição para a caracterização dos ecossistemas dependentes de águas subterrâneas na Península Ibérica», in VII Congreso Ibérico sobre Gestión y Planificación del Agua, 2011; em: N. Salvador et al., Charcos temporários mediterrânicos do SIC Costa Sudoeste de Portugal, 13.º Congresso da Água, 2016; e em: C. Cruz et al., Charcos Temporários do Sul de Portugal, Universidade de Évora, 2011.

I.15.

Associe cada uma das etapas relacionadas com a respiração aeróbia nas células do sapo Pelodytes atlanticus, descritas na Coluna I, aos respetivos locais da célula onde ocorrem, que constam na Coluna II.

A cada letra corresponde apenas um número.

Assinale, na folha de respostas, para cada letra, o número da opção selecionada.

Coluna I

  1. (a)

    Ocorrência de reações de descarboxilação.

  2. (b)

    Fluxo de eletrões na cadeia respiratória.

  3. (c)

    Formação de ácido pirúvico.

Coluna II

  1. (1)

    Espaço intermembranar da mitocôndria

  2. (2)

    Hialoplasma

  3. (3)

    Matriz mitocondrial

  4. (4)

    Membrana externa da mitocôndria

  5. (5)

    Membrana interna da mitocôndria

Tenta primeiro no papel.

Quem lê a resolução antes de tentar acha que percebeu — e volta a errar no exame.

Passo a passo, com o porquê de cada passo.

Este tópico tem mais 6 exercícios resolvidos

Ler um resolve hoje; fazer o tópico inteiro é o que muda a nota.

  • ✓Treinar o tópico inteiro, um a um
  • ✓O que erras volta sozinho, no dia em que ias esquecer
  • ✓Fazer o exame completo a tempo, como no dia
  • ✓Ver o que já sabes, tópico a tópico
Treinar Obtenção de energiaGrátis. Os enunciados e as resoluções ficam sempre abertos.