Exame de Biologia e Geologia 2026 · 2.ª fase — item I.2, resolvido
Enunciado
Instituto de Avaliação Educativa · prova 702 · 2026 · 2.ª fase
Texto 1
Na região do Cercal, no Alentejo, aflora o Complexo Vulcano-Sedimentar, uma sequência de rochas resultante de fenómenos de vulcanismo que ocorreram em ambiente marinho de plataforma continental, com início no Devónico Superior (Paleozoico). Atualmente, esta sequência encontra-se integrada num antiforma – o antiforma do Cercal – com uma orientação aproximada NO-SE. Na Figura 1, está representado o enquadramento geográfico da região e o respetivo mapa geológico simplificado.
Os diferentes episódios de vulcanismo originaram rochas vulcânicas félsicas, incluindo riólitos e rochas piroclásticas, mas também rochas vulcânicas máficas, em menor quantidade. Sobre esta sequência de rochas vulcânicas, encontra-se a Formação de São Luís, resultante de processos de sedimentação detrítica em ambiente pouco profundo. Com a progressão da orogenia Varisca, associada à formação da Pangeia, o ambiente marinho, na bacia de sedimentação, tornou-se mais profundo nesta região, formando-se as sequências sedimentares que estiveram na origem do Grupo do Flysch do Baixo Alentejo (GFBA). A presença de fósseis de diferentes espécies de goniatites, moluscos marinhos com concha, já extintos, permitiu datar o GFBA, entre 347 e 323 Ma (milhões de anos), no período Carbonífero (Paleozoico). Atualmente, todas estas rochas estão metamorfizadas.
Devido à circulação de fluidos hidrotermais ao longo de falhas de desligamento, formadas na fase final da orogenia Varisca, ocorreu a precipitação de minerais de óxidos de ferro e de minerais de óxidos de manganés, originando veios ferromanganesíferos. Estes veios encontram-se inseridos nas rochas vulcânicas félsicas e na Formação de São Luís. Mais tarde, em alguns veios, devido à circulação da água da chuva em fraturas, ocorreu um processo de enriquecimento em outros elementos químicos. Até à década de 50 do século passado, estes veios foram explorados em mais de uma centena de minas.

Baseado em: J. Matos et al., «Geologia e Mineralizações da Região de Odemira», in P. Prista (coord.), Atas do Colóquio Ignorância & Esquecimento, 2013; em: L. Feitoza et al., «Geophysical characterization of the Cercal Paleozoic structure, Iberian Pyrite Belt, from a mineral exploration perspective», in Journal of Applied Geophysics, 220, 2024; e em: R. Santos, «Caracterização Mineralógica, Petrográfica e Geoquímica das Mineralizações Ferro-Manganesíferas da Toca do Mocho/Serra da Mina (Faixa Piritosa Ibérica)», Relatório de Estágio, Faculdade de Ciências, Universidade de Lisboa, 2020.
No Grupo do Flysch do Baixo Alentejo, encontram-se rochas que se formaram a partir de sedimentos turbidíticos – detritos transportados, a alta velocidade, por correntes de água ao longo de vertentes marinhas.
Baseado em: J. Oliveira et al., «Geologia Sul Portuguesa, com ênfase na estratigrafia, vulcanologia física, geoquímica e mineralizações da faixa piritosa», in R. Dias et al. (org.), Geologia de Portugal, vol. I, Escolar Editora, 2013.
Complete o texto seguinte, selecionando a opção correta para cada espaço.
Assinale, na folha de respostas, para cada letra, o número da opção selecionada.
A acumulação de sedimentos turbidíticos resulta da interação
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O estudo da posição em que estes sedimentos se encontram nas rochas permite reconstituir paleocorrentes, de acordo com o
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O movimento de detritos ao longo de vertentes marinhas pode ser potenciado pela ocorrência de sismos. As ondas sísmicas, com origem no hipocentro, que provocam a vibração das partículas perpendicularmente ao raio sísmico denominam-se
.
Com o aumento da distância ao epicentro, o intervalo de tempo entre a chegada das ondas S e a chegada das ondas P
.
Tenta primeiro no papel.
Quem lê a resolução antes de tentar acha que percebeu — e volta a errar no exame.
Passo a passo, com o porquê de cada passo.
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