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Exame de Biologia e Geologia 2026 · 1.ª fase — item I.5, resolvido

Cotação 8 pontosEscolha múltiplaVerificado

Enunciado

Instituto de Avaliação Educativa · prova 702 · 2026 · 1.ª fase

Grupo I · Texto 1

Texto 1

O rifte do Mar Vermelho é considerado uma das zonas de expansão oceânica mais jovens do mundo, onde diferentes fases deste processo de expansão se encontram ativas. Este rifte faz parte de um sistema de riftes, ao qual a Dorsal Oceânica de Sheba está associada. Na Figura 1 está representado esquematicamente este sistema de riftes.

A instalação da pluma térmica de Afar terá contribuído para a abertura do Mar Vermelho no Cenozoico, aproximadamente há 30 Ma (milhões de anos). Esta pluma térmica terá favorecido o estiramento da litosfera continental e a ascensão de magma que deu origem a diques¹ basálticos e gabroicos, bem como a fenómenos vulcânicos como os que originaram os harrats – campos vulcânicos existentes na Placa Arábica.

Para o estudo da região do Mar Vermelho, tem sido utilizado um conjunto de métodos complementares, como a análise de afloramentos, de registos magnéticos e de registos sísmicos.

Um estudo sísmico recente utilizou, pela primeira vez, os tempos de chegada de ondas sísmicas P e S de sismos registados nas redes sísmicas do Egito e da Arábia Saudita. A partir dos dados recolhidos identificaram-se zonas onde a velocidade de propagação das ondas sísmicas P é inferior à velocidade média esperada – anomalias de baixa velocidade –, e zonas onde a velocidade de propagação das ondas sísmicas P é superior à velocidade média esperada – anomalias de alta velocidade. As anomalias de baixa velocidade ocorrem ao longo do eixo central do rifte, e as anomalias de alta velocidade coincidem com zonas de litosfera continental da bacia do Mar Vermelho, de um e de outro lado do rifte.

Com base nestes resultados, foi proposto um modelo para a evolução da litosfera no Mar Vermelho ao longo do tempo, representado esquematicamente na Figura 2, de modo sequencial (A, B e C).

Nota:

  1. 1. Dique – corpo rochoso que resulta da intrusão de magmas que intersectam as rochas encaixantes.
Mapa da região do Mar Vermelho e da Península Arábica, dentro de uma moldura com coordenadas: 30º E, 40º E, 50º E e 60º E em cima; 30º N, 20º N e 10º N à esquerda. Seta do norte («N») fora da moldura, à direita. Terra a cinzento-claro, mar a branco. A noroeste, «Mar Mediterrâneo»; à esquerda, «Egito» e «PLACA AFRICANA»; ao centro, «Arábia Saudita» e «PLACA ARÁBICA»; a nordeste, «PLACA EURASIÁTICA»; a sudeste, «Oceano Índico». Ao longo do Mar Vermelho corre uma linha tracejada (limite entre placas) com a legenda «Rifte do Mar Vermelho»; do seu extremo norte sobe para norte uma linha com a legenda «Falha do Mar Morto», com duas setas paralelas a ela, de sentidos opostos (a do lado africano para sul, a do lado arábico para norte). Perto de 20º N, uma seta na Placa Arábica aponta para nordeste e uma seta na Placa Africana aponta para sudoeste. A nordeste, uma linha contínua separa a Placa Arábica da Placa Eurasiática, com uma seta do lado eurasiático a apontar para sudoeste e uma seta do lado arábico a apontar para nordeste. Manchas negras, «Rochas vulcânicas do Cenozoico», espalham-se pela Arábia Saudita, a leste do Mar Vermelho, com os nomes «*Harrat* Shama» (perto de 30º N), «*Harrat* Khaybar» e «*Harrat* Kishb»; uma grande mancha negra ocupa a região de «Afar», no extremo sul do Mar Vermelho, perto de 10º N, e há outras manchas menores junto à costa sul da Arábia. No sul do Mar Vermelho, entre cerca de 15º N e 18º N, uma faixa estreita de rochas da crusta oceânica. No golfo entre a Arábia e a África, a sul da Arábia, uma faixa larga de rochas da crusta oceânica, cortada por pequenos segmentos transversais, com cinzento-claro ao centro e cinzento-escuro nas margens, atravessada ao meio por uma linha grossa — a «Dorsal Oceânica de Sheba» —, que se estende até ao Oceano Índico. Nessa faixa estão assinalados dois pontos: «X», na faixa cinzento-escura da margem sul, mais afastado do eixo da dorsal, e «Y», na faixa cinzento-clara, junto ao eixo. No limite oriental da Placa Arábica, junto ao Oceano Índico, duas setas paralelas de sentidos opostos (a do lado arábico para norte, a do outro lado para sul). Escala gráfica «0 — 500 km», em baixo, à direita. Legenda, à direita: mancha negra — «Rochas vulcânicas do Cenozoico»; retângulo cinzento com um triângulo mais escuro — «Rochas da crusta oceânica com idades diferentes»; linha contínua e tracejada — «Limite entre placas litosféricas»; seta negra — «Movimento relativo das placas nos limites da Placa Arábica».
Figura 1
Esquema em três quadros, A, B e C, com cortes da litosfera sob a bacia do Mar Vermelho. Quadro A, em cima: com as indicações «Bacia do Mar Vermelho» (com um colchete por cima da zona da bacia) e «Placa Arábica»; à esquerda, as chavetas «Litosfera» e «Astenosfera». A litosfera, em duas faixas (cinzento-claro em cima, cinzento-médio em baixo), está a ser estirada, com uma seta para a esquerda e outra para a direita; na superfície, à esquerda, umas pequenas linhas inclinadas, envolvidas por uma elipse, com a legenda «Falhas». Por baixo, na astenosfera, uma massa escura que sobe da direita e se espalha sob a litosfera, com a legenda «Pluma térmica de Afar» e setas curvas a indicar o seu movimento. Um retângulo tracejado na parte esquerda do quadro A é ampliado no quadro B, por baixo, para onde aponta uma seta grossa vertical. Quadro B: «Bacia do Mar Vermelho» (com colchete) e «*Harrats*», à direita; à esquerda, as legendas «Crusta continental» (com chaveta) e «Diques (basaltos e gabros)». A crusta, mais fina sob a bacia, onde a superfície é negra, está atravessada por numerosos traços verticais muito juntos (os diques), envolvidos por uma elipse; sob os *harrats*, à direita, pequenas massas negras alongadas (câmaras magmáticas) na base da crusta, ligadas por traços verticais a pequenos cones na superfície; setas para os lados nas duas extremidades; por baixo, a pluma escura, com setas. Uma seta horizontal leva ao quadro C, à direita: «Bacia do Mar Vermelho» (com colchete), «Rifte oceânico» ao centro e «*Harrats*» à direita. Os diques continuam de um e de outro lado do centro da bacia; no centro, a crusta está interrompida por uma faixa escura vertical (o rifte), por baixo da qual há uma zona clara com a legenda «Fusão», ligada à pluma; câmaras magmáticas e cones sob os *harrats*, à direita; setas para os lados nas extremidades.
Figura 2

Baseado em: S. Khrepy et al., «Transition from continental rifting to oceanic spreading in the northern Red Sea area», in Scientific Reports, 2021; e em: W. Bosworth, «Geological Evolution of the Red Sea: Historical Background, Review, and Synthesis», in The Red Sea, Springer-Verlag, 2015.

I.5.

Considerando um determinado par de isótopos, quando se compara a idade das rochas X com a das rochas Y, assinaladas na Figura 1, é de esperar que

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