Estudar

Exame de Português 2025 · 2.ª fase — item I.1, resolvido

Cotação 13 pontosResposta abertaVerificado

Enunciado

Instituto de Avaliação Educativa · prova 639 · 2025 · 2.ª fase

Apresente as suas respostas de forma bem estruturada.

Grupo I · Parte A

Leia o poema.

XXXIX

O mistério das cousas, onde está ele?
Onde está ele que não aparece
Pelo menos a mostrar-nos que é mistério?
Que sabe o rio disso e que sabe a árvore?
E eu, que não sou mais do que eles, que sei disso?
Sempre que olho para as cousas e penso no que os homens pensam delas,
Rio como um regato que soa fresco numa pedra.
Porque o único sentido oculto das cousas
É elas não terem sentido oculto nenhum.
É mais estranho do que todas as estranhezas
E do que os sonhos de todos os poetas
E os pensamentos de todos os filósofos,
Que as cousas sejam realmente o que parecem ser
E não haja nada que compreender.
Sim, eis o que os meus sentidos aprenderam sozinhos: —
As cousas não têm significação: têm existência.
As cousas são o único sentido oculto das cousas.

Fernando Pessoa, Poesia de Alberto Caeiro, edição de Fernando Cabral Martins e Richard Zenith, 3.ª ed., Lisboa, Assírio & Alvim, 2014, p. 75.

I.1.

As interrogações retóricas presentes na primeira estrofe estão ao serviço da ironia manifestada no riso do sujeito poético.

Refira os motivos desse riso irónico.

Tenta primeiro no papel.

Quem lê a resolução antes de tentar acha que percebeu — e volta a errar no exame.

Mostra só o que se escreve na prova. A resolução explicada fica fechada — abres depois, se quiseres.

Primeiro, a resposta de exame.

A resolução explicada abre-se depois, à parte, se quiseres perceber o porquê.

Como te correu?

Este tópico tem mais 9 exercícios resolvidos

Ler um resolve hoje; fazer o tópico inteiro é o que muda a nota.

  • ✓Treinar o tópico inteiro, um a um
  • ✓O que erras volta sozinho, no dia em que ias esquecer
  • ✓Fazer o exame completo a tempo, como no dia
  • ✓Ver o que já sabes, tópico a tópico
Treinar Fernando PessoaGrátis. Os enunciados e as resoluções ficam sempre abertos.