Estudar

Exame de Biologia e Geologia 2025 · 1.ª fase — item I.15.2, resolvido

Cotação 8 pontosEscolha múltiplaVerificado

Enunciado

Instituto de Avaliação Educativa · prova 702 · 2025 · 1.ª fase

Texto 2

No Algarve, a linha de costa que existia há cerca de 20-25 mil anos, durante a última glaciação, está atualmente submersa, desenvolvendo-se nesse local um recife rochoso costeiro. Este recife foi classificado, em janeiro de 2024, como Parque Natural Marinho do Recife do Algarve – Pedra do Valado (PNMRA-PV).

Vários estudos científicos identificaram esta zona como uma das áreas com maior diversidade biológica da região, onde é possível observar muitas espécies com interesse comercial e outras sujeitas a medidas de proteção. Este parque natural alberga espécies únicas, algumas delas novas para a Ciência, e funciona como maternidade e porto de abrigo para muitos outros seres vivos. De entre os valores naturais que se pretende preservar neste ecossistema, destacam-se espécies como o mero (Epinephelus marginatus) e habitats prioritários, como as pradarias de ervas-marinhas, os bancos de Maerl (aglomerados de algas calcárias) e os jardins de gorgónias (corais em forma de leque).

O Recife do Algarve, localizado a baixa profundidade, está sujeito a uma elevada pressão humana, relacionada com a pesca e com o turismo.

Neste parque natural, foram definidas zonas com diferentes níveis de proteção. Este zonamento resultou de um processo participativo, que envolveu a comunidade local, dinamizado pela Fundação Oceano Azul. Neste processo, foram considerados os estudos disponíveis sobre os valores naturais e sobre a utilização humana do espaço, efetuados pelo Centro de Ciências do Mar (CCMAR) da Universidade do Algarve, as regras internacionais de implementação de Áreas Marinhas Protegidas e os interesses dos agentes económicos.

A Figura 2 representa a localização do Parque Natural Marinho do Recife do Algarve – Pedra do Valado, algumas espécies de peixes com interesse económico e ecológico, e a delimitação das zonas de proteção, considerando as atividades humanas que nelas são permitidas ou proibidas.

Mapa da Figura 2, em tons de cinzento. À esquerda, o contorno de Portugal continental com um pequeno retângulo no litoral sul do Algarve, de onde partem duas linhas tracejadas que o ampliam no mapa principal; por cima, uma seta vertical com a letra «N» (norte). No mapa principal, a linha de costa corre no topo, ondulada, com três localidades assinaladas por um ponto: «Farol de Alfanzina» (à esquerda), «Armação de Pêra» (ao centro, no ponto mais a norte da costa) e «Marina de Albufeira» (à direita). O mar está dividido em quatro zonas: junto à costa, em cinzento médio, «Área de Pesca Local / Proteção Complementar 1 / 55,4 km²»; abaixo dela, uma faixa em cinzento-escuro, que desce obliquamente da esquerda para o centro, «Proteção Parcial / 16,5 km²»; encostado ao lado direito dessa faixa, um retângulo preto, «Proteção Total / 4 km²»; e, a toda a largura na parte de baixo, em cinzento-claro, «Área de Pesca Geral / Proteção Complementar 2 / 80,5 km²». No canto inferior esquerdo, uma escala gráfica de 0 a 2 km. À direita, num quadro com o título «Espécies de interesse», quatro desenhos de peixes, de cima para baixo: «Cavala», «Dourada», «Robalo» e «Mero». Por baixo do mapa, a legenda das zonas, cada uma com o seu quadrado de cor: (preto) «Proteção Total – Permitidas apenas atividades de investigação científica (mediante autorização)»; (cinzento-escuro) «Proteção Parcial – Permitidas apenas atividades de mergulho e desportos náuticos não motorizados»; (cinzento médio) «Proteção Complementar 1 – Permitida apenas a pesca artesanal de baixo impacto»; (cinzento-claro) «Proteção Complementar 2 – Permitida a pesca artesanal com embarcações maiores».
Figura 2

Baseado em: «Pedido de Criação do Parque Natural Marinho do Recife do Algarve – Pedra do Valado, AMPIC – Área Marinha Protegida de Interesse Comunitário», Fundação Oceano Azul, 2021; e em: www.nationalgeographic.pt/meio-ambiente/recife-pedra-do-valado-um-tesouro-submarino-no-algarve_2692 (consultado em outubro de 2024).

Texto do item I.15
I.15.

No Parque Natural Marinho do Recife do Algarve – Pedra do Valado, encontra-se, nos bancos de Maerl, a alga calcária Phymatolithon lusitanicum. No ciclo de vida desta alga, formam-se gâmetas e dois tipos de esporos em momentos distintos – os carpósporos, que são diploides, e os tetrásporos, que são haploides.

A Figura 3 representa o ciclo de vida de uma alga do género Phymatolithon.

Esquema do ciclo de vida de uma alga do género Phymatolithon, com desenhos de talos calcários ramificados (manchas cinzentas com ramificações claras) ligados por setas curvas. À esquerda, um talo legendado «gametófito masculino», de onde sai uma seta para cima até um grupo de pequenos círculos legendado «gâmetas masculinos»; destes, uma seta desce até um segundo talo, ao centro, legendado «gametófito feminino». Sobre o gametófito feminino há um pequeno quadrado, ligado por linhas tracejadas a uma ampliação, em cima, que mostra uma estrutura em cúpula de onde sai uma seta curva até dois pequenos círculos legendados «carpósporos». Dos carpósporos, uma seta desce até um terceiro talo, à direita, legendado «esporófito». Sobre o esporófito há outro pequeno quadrado, ligado por linhas tracejadas a uma ampliação, em baixo, que mostra uma estrutura em cúpula com uma seta a sair; ao lado, três pequenos círculos legendados «tetrásporos». Dos tetrásporos partem duas setas curvas: uma até ao gametófito masculino e outra até ao gametófito feminino. O esquema não indica em que passos há meiose, fecundação ou mitose, nem a ploidia das fases.
Figura 3

Baseado em: C. Pardo et al., «Local coastal configuration rather than latitudinal gradient shape clonal diversity and genetic structure of Phymatolithon calcareum Maerl beds in North European Atlantic», in Frontiers in Marine Science, 2019.

I.15.2.

Na alga calcária do género Phymatolithon, no decurso do processo de produção dos carpósporos, ocorre

Tenta primeiro no papel.

Quem lê a resolução antes de tentar acha que percebeu — e volta a errar no exame.

Passo a passo, com o porquê de cada passo.

Este tópico tem mais 12 exercícios resolvidos

Ler um resolve hoje; fazer o tópico inteiro é o que muda a nota.

  • ✓Treinar o tópico inteiro, um a um
  • ✓O que erras volta sozinho, no dia em que ias esquecer
  • ✓Fazer o exame completo a tempo, como no dia
  • ✓Ver o que já sabes, tópico a tópico
Treinar Ciclo celularGrátis. Os enunciados e as resoluções ficam sempre abertos.