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Exame de Biologia e Geologia 2025 · 1.ª fase — item I.4, resolvido

Cotação 8 pontosOrdenaçãoVerificado

Enunciado

Instituto de Avaliação Educativa · prova 702 · 2025 · 1.ª fase

Grupo I · Texto 1

Texto 1

Na sequência da fragmentação da Pangeia, formou-se uma bacia de sedimentação na margem ocidental ibérica, a Bacia Lusitaniana, onde, posteriormente, há cerca de 96 milhões de anos (Ma), se desenvolveram zonas recifais.

Há cerca de 100 Ma, a região que hoje corresponde à Península Ibérica estava localizada mais perto do equador. Nesse contexto, começou a desenvolver-se uma plataforma carbonatada marinha. Os carbonatos depositaram-se sobre sedimentos detríticos de granulometria média e grosseira, de origem fluvial. A plataforma carbonatada foi afetada por movimentos tectónicos que levantaram algumas zonas da bacia de sedimentação, o que favoreceu a instalação de recifes de rudistas. Os rudistas, moluscos bivalves de vida fixa que se extinguiram no final do Mesozoico, foram os principais bioconstrutores destes recifes. Alimentavam-se de micro-organismos, sobretudo de fitoplâncton e de diminutas partículas orgânicas existentes em suspensão na água.

Há cerca de 94 Ma, ocorreu nesta região uma alteração do nível médio do mar e, consequentemente, o topo das rochas carbonatadas ficou sujeito à ação da água das chuvas.

Posteriormente, há cerca de 70 Ma, ocorreu uma importante atividade magmática, dando origem ao Complexo Vulcânico de Lisboa-Mafra, que cobriu a superfície de carsificação. Este complexo é constituído essencialmente por escoadas de lavas basálticas, nas quais se encontram intercalados piroclastos e paleossolos.

Atualmente, as rochas formadas na plataforma carbonatada, contendo fósseis de rudistas – calcário Lioz –, afloram na região de Lisboa-Cascais-Sintra e são utilizadas como rochas ornamentais.

A Figura 1 mostra a localização da zona recifal no contexto paleogeográfico de há cerca de 96 Ma (Cretácico Superior – 101 a 66 Ma). Na figura, estão também representadas a linha de costa atual e algumas localidades.

Mapa paleogeográfico da região centro-oeste de Portugal, entre a Figueira da Foz (a norte) e Lisboa/Cascais (a sul), há cerca de 96 Ma. À esquerda do mapa, um pequeno contorno de Portugal continental com um retângulo na costa centro-oeste, ligado por linhas tracejadas ao mapa ampliado; seta do norte («N») no canto superior esquerdo; escala gráfica «0 — 30 km» por baixo. Dentro do mapa, faixas de padrões diferentes dispostas de oeste para leste, grosso modo orientadas norte-sul: (1) a oeste e a norte, uma mancha cinzento-escura lisa, «Ambiente marinho profundo», que ocupa o canto noroeste e se estende para leste até para lá da Figueira da Foz, descendo pela orla ocidental até à latitude de Peniche; (2) a sul e a leste dessa mancha, um padrão de tijolos, «Plataforma carbonatada marinha, de baixa profundidade, onde ocorrem rudistas – zona recifal», que cobre Nazaré, Peniche, Mafra, Cascais e Lisboa; (3) a leste desta, uma faixa estreita com tracejado horizontal curto sobre fundo claro, «Plataforma carbonatada marinha, de baixa profundidade», onde fica Santarém; (4) mais a leste, uma faixa com quadriculado em losango, «Planície costeira (sistemas fluviais)»; (5) no extremo leste, uma área cinzenta com pontos dispersos, «Zona exposta à erosão». Uma linha preta sinuosa, «Linha de costa atual», desce de norte para sul passando pela Figueira da Foz, Nazaré, Peniche e Cascais, com o recorte do estuário do Tejo junto a Lisboa; toda a linha de costa atual fica a oeste da faixa da planície costeira. Localidades assinaladas por círculos com ponto: Figueira da Foz, Nazaré, Peniche, Santarém, Mafra, Cascais, Lisboa. Legenda à direita, de cima para baixo: Zona exposta à erosão; Planície costeira (sistemas fluviais); Plataforma carbonatada marinha, de baixa profundidade; Plataforma carbonatada marinha, de baixa profundidade, onde ocorrem rudistas – zona recifal; Ambiente marinho profundo; Linha de costa atual; Localidades.
Figura 1

Baseado em: J. Rey et al., Da rotura continental à margem passiva. Composição e evolução do Cretácico de Portugal, INETI, 2006; e em: C. Marques da Silva e S. Pereira, «Breve guia de Paleontologia urbana», in Revista de Ciência Elementar, Casa das Ciências, 2023.

I.4.

Ordene, de acordo com a informação do Texto 1, as expressões identificadas pelas letras de A a E, de modo a reconstituir a sequência de acontecimentos que ocorreram na região representada no mapa da Figura 1.

Escreva, na folha de respostas, a sequência correta das letras.

A tua sequência·····

Tenta primeiro no papel.

Quem lê a resolução antes de tentar acha que percebeu — e volta a errar no exame.

Passo a passo, com o porquê de cada passo.

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