O ponto de partida. «Forte» e «grave» são duas palavras do dia a dia que correspondem a dois atributos do som diferentes, e cada atributo está ligado a uma grandeza física diferente da onda sonora:
- a intensidade (som forte ou fraco) está ligada à amplitude da onda de pressão;
- a altura (som agudo ou grave) está ligada à frequência.
As opções combinam uma amplitude com uma frequência. Decide uma de cada vez.
1.º — «forte»: a amplitude
O som é uma onda de pressão: em cada ponto, a pressão oscila em torno do valor de equilíbrio. A amplitude é o afastamento máximo em relação a esse valor. Quanto maior a amplitude, mais energia a onda transporta e mais forte (mais intenso) é o som. Um som forte tem amplitude elevada. Isto elimina (C) e (D).
2.º — «grave»: a frequência
A frequência é o número de oscilações por segundo. Um som agudo tem frequência elevada (um apito, um violino nas notas altas); um som grave tem frequência baixa (um sino grande, um contrabaixo). Um som grave tem frequência baixa.
Resposta: opção (A) — amplitudes elevadas e frequências baixas.
as duas propriedades são independentes
Repara que as quatro opções cobrem as quatro combinações possíveis. Não há nenhuma relação obrigatória entre as duas grandezas: um som pode ser forte e agudo, fraco e grave, e por aí fora. Por isso tens de decidir cada metade com o seu próprio atributo.
a origem de cada opção errada
- (B) amplitudes elevadas e frequências elevadas — acerta na intensidade, mas troca «grave» por «agudo». É o erro de quem associa «grave» a «grande» ou «importante» e, daí, a «muito» — muita frequência. Na acústica, grave é o contrário: poucas oscilações por segundo.
- (C) amplitudes baixas e frequências baixas — acerta na altura, mas troca a intensidade. Apanha quem associa «forte» à frequência e «grave» a «baixo» em tudo.
- (D) amplitudes baixas e frequências elevadas — as duas metades ao contrário: descreve um som fraco e agudo.
onde se perdem pontos
Item de escolha múltipla: é tudo ou nada. Os 10 pontos vêm inteiros ou não vêm — não há crédito parcial, e errar não desconta.
- Trocar os atributos. A intensidade é da amplitude; a altura é da frequência. Se trocares as associações, erras as duas metades de uma vez.
- Confundir «baixo» (som grave) com «baixo» (som fraco). No dia a dia «fala mais baixo» quer dizer «fala menos forte». Na física do som, «grave» é sobre a frequência, e «fraco» é sobre a amplitude.
- Deixar em branco. Errar não tira pontos; o branco vale 0 de certeza. Mesmo com dúvidas entre duas opções, escolhe uma.
- Escrever duas respostas. Os critérios gerais dizem que, se aparecer mais do que uma resposta ao mesmo item, só se classifica a que surgir em primeiro lugar. Riscar mal ou acrescentar «ou (…)» não salva nada.
- Não indicar a versão da prova. Os critérios são claros: sem indicação inequívoca da versão, todos os itens de seleção valem zero. Esta chave é a da Versão 1; na Versão 2 as opções estão por outra ordem.
a regra a fixar
Fixa o par: intensidade ↔ amplitude (forte = amplitude elevada; fraco = amplitude baixa) e altura ↔ frequência (agudo = frequência elevada; grave = frequência baixa). O terceiro atributo, o timbre, está ligado à forma da onda — é o que distingue a mesma nota tocada por um sino e por um piano.