Como este item é corrigido. Os 10 pontos são atribuídos por níveis de desempenho, contando os espaços certos: as quatro opções corretas valem 10 pontos (nível 3), apenas três valem 7 (nível 2), apenas duas valem 4 (nível 1). Uma só certa, ou nenhuma, vale zero. Errar não desconta: responde aos quatro espaços.
O ponto de partida. Os espaços testam duas ideias. O espaço (a) é sobre a conservação da massa numa reação química (Lei de Lavoisier): a massa total dos reagentes é igual à massa total dos produtos, porque os átomos não se criam nem se destroem — só se reorganizam. Os espaços (b), (c) e (d) são sobre oxidação-redução, e a ferramenta é o número de oxidação: uma espécie reduz-se quando o número de oxidação de um dos seus elementos diminui (ganha eletrões) e oxida-se quando aumenta (perde eletrões). Para atribuir números de oxidação: numa substância elementar é 0; o oxigénio, nos compostos, é quase sempre −2; o hidrogénio ligado a não-metais é +1; e a soma dos números de oxidação numa espécie neutra é 0.
a) — a massa de Al2O3 comparada com a de Al(OH)3
Na etapa I, 2Al(OH)3⟶Al2O3+3H2O, o tri-hidróxido dá dois produtos. Pela conservação da massa,
m(Al(OH)3)inicial=m(Al2O3)+m(H2O)Como se forma água, a massa de Al2O3 é menor do que a massa inicial de Al(OH)3. Com números, por cada 2 mol de reagente: 2×78,01=156,02 g dão 101,96 g de Al2O3 e 54,06 g de água — o óxido é só cerca de 65% da massa inicial. (O enunciado garante que a conversão é completa, por isso todo o reagente se transforma.)
a) → 1 (menor do que a).
b) — a variação do número de oxidação do oxigénio na etapa II
Na etapa II, 2Al2O3+3C⟶4Al+3CO2, o oxigénio aparece no Al2O3 e no CO2. Nos dois compostos tem número de oxidação −2 (confirma: no CO2, x+2×(−2)=0 dá +4 para o carbono, um valor possível). Passa de −2 a −2: a variação é 0. O oxigénio não se oxida nem se reduz; só muda de «parceiro», do alumínio para o carbono.
b) → 2 (0).
c) — os eletrões transferidos por mole de alumínio
No Al2O3, o número de oxidação do alumínio é +3: 2x+3×(−2)=0, logo x=+3. No Al, substância elementar, é 0. Cada átomo de alumínio passa de +3 a 0: ganha 3 eletrões. Por cada mole de alumínio produzida, transferem-se, portanto, 3 moles de eletrões.
Confirma pelo outro lado: o carbono passa de 0 (C) a +4 (CO2), perdendo 4 eletrões por átomo. Na equação, 3 mol de carbono perdem 3×4=12 mol de eletrões, e 4 mol de alumínio ganham 4×3=12 mol. Os eletrões cedidos são iguais aos recebidos, como tem de ser — e 412=3 por mole de alumínio.
c) → 1 (3).
d) — em que etapa o alumínio se reduz
Na etapa I, o alumínio está em Al(OH)3 e em Al2O3. No hidróxido, cada grupo OH tem «carga» −1 (−2+1), logo x+3×(−1)=0 e x=+3; no óxido também é +3. O número de oxidação do alumínio não muda — e, verificando o oxigénio (−2 em todas as espécies) e o hidrogénio (+1 em todas), nenhum elemento muda: a etapa I é uma decomposição (desidratação), não é uma reação de oxidação-redução.
Na etapa II, como viste em (c), o alumínio passa de +3 a 0: o número de oxidação diminui, o alumínio reduz-se. Quem o reduz é o carbono, que se oxida: o C é o redutor e o Al2O3 é o oxidante.
d) → 2 (na etapa II).
de onde vêm as opções erradas
- a) (2) «igual à» — é a conservação da massa aplicada mal: a massa total conserva-se, mas a massa de um dos produtos não é igual à do reagente quando há outro produto. (3) «maior do que a» — é o raciocínio de quem compara massas molares (101,96>78,01) esquecendo que 2 mol de reagente dão só 1 mol de óxido.
- b) (1) −2 — confunde o número de oxidação do oxigénio com a sua variação. (3) +2 — não corresponde a nenhuma mudança real; aparece a quem soma ou subtrai números de oxidação de espécies diferentes.
- c) (2) 6 — são os eletrões por mole de Al2O3 (dois átomos de alumínio, 2×3). (3) 12 — são os eletrões transferidos na equação tal como está escrita, para 4 mol de alumínio. O espaço pede por cada mole de alumínio.
- d) (1) «na etapa I» e (3) «em ambas as etapas» — vêm de pensar que perder o grupo OH (ou «perder água») é uma redução. Não é: o alumínio continua com número de oxidação +3.
onde se perdem pontos
- Responder (b) com o número de oxidação. O texto pede a variação. Lê a frase até ao fim antes de escolher.
- Contar eletrões por equação em vez de por mole de alumínio. O 12 é o total da equação; divide pelo número de moles de alumínio formadas.
- Assumir que qualquer reação em que se obtém um metal é redox em todas as etapas. Calcula o número de oxidação do alumínio em cada espécie de cada etapa.
- Deixar espaços em branco. Duas certas já valem 4 pontos; errar não desconta.
- Não indicar a versão da prova. Os critérios gerais são claros: sem indicação inequívoca da versão, todos os itens de seleção valem zero. Esta chave é a da Versão 1; na Versão 2 as opções estão por outra ordem.
a regra a fixar
Para decidir se há oxidação-redução e quantos eletrões se transferem: calcula o número de oxidação de cada elemento em cada espécie, antes e depois. Se nenhum muda, não é redox. Se muda, a diminuição é redução e o aumento é oxidação, e o número de eletrões por átomo é a variação do número de oxidação. Por mole de uma espécie, conta os átomos que mudam nessa espécie. E na conservação da massa, lembra-te: conserva-se a massa total, não a de cada substância.