Como x∈R+ , tem-se x3>0 , pelo que o sinal de h′ é o sinal de 1−2lnx .
x
0
e
+∞
h′(x)
n.d.
+
0
−
h(x)
n.d.
↗
Máx.
↘
Assim, a função h é crescente em ]0,e] e é decrescente em [e,+∞[ .
A função h tem um máximo relativo em x=e e não tem mínimos relativos.
O valor desse máximo é
h(e)=1+(e)2lne=1+e21=1+2e1
Tenta primeiro no papel.
Quem lê a resolução antes de tentar acha que percebeu — e volta a errar no exame.
Mostra só o que se escreve na prova. A resolução explicada fica fechada — abres depois, se quiseres.
Resolução explicada
Passo a passo, com o porquê de cada passo.
O que governa este item. «Estudar quanto à monotonia e quanto à existência de extremos relativos» é uma instrução com um guião fixo, e a grelha paga etapa a etapa desse guião: derivar, igualar a zero, resolver, quadro de sinal, ler a monotonia, identificar o extremo, calcular o valor do extremo. São 14 pontos repartidos por sete gestos — e nenhum deles se recebe se ficar por fazer, mesmo que o resultado final esteja certo.
Nota bem o domínio: R+ , ou seja ]0,+∞[ . Tudo o que estudares tem de ficar dentro dele, e o 0 nunca é candidato a extremo porque nem sequer pertence ao domínio.
1.º — derivar — 3 pontos, e é a etapa mais pesada
A parcela 1 é constante e derivada dá 0. Fica o quociente x2lnx , que pede a regra do quociente do formulário, (vu)′=v2u′v−uv′ , com u=lnx e v=x2 :
Agora põe x em evidência no numerador e corta com o x4 — este é o passo que torna o resto do item fácil, e quem não o dá fica a estudar o sinal de uma expressão desnecessariamente pesada:
h′(x)=x4x(1−2lnx)=x31−2lnx
A nota 1 dos critérios diz que, se for evidente a intenção de derivar, garantes pelo menos 1 ponto desta etapa. Ou seja: escreve sempre a regra do quociente, mesmo que depois te enganes nas contas.
2.º — os zeros da derivada
Uma fração é nula quando o numerador é nulo e o denominador não. Em R+ o denominador x3 nunca se anula, por isso a condição sobre o denominador está automaticamente garantida:
h′(x)=0⇔1−2lnx=0⇔lnx=21
Para desfazer o logaritmo aplicas a exponencial aos dois membros, usando que elnx=x :
x=e21=e
Repara que e21 e e são o mesmo número — os critérios aceitam qualquer das duas escritas. E confirma que ele pertence ao domínio: e≈1,65>0 . ✔
Escrever a linha h′(x)=0 vale 1 ponto por si só, e obter o zero vale 2. São três pontos em duas linhas.
3.º — o sinal de h′ — e o argumento que poupa contas
Aqui está o raciocínio que este item quer ver: o denominador não muda o sinal. Como x>0 em todo o domínio, tens x3>0 sempre, logo
sinal de h′(x)=sinal de (1−2lnx)
E o sinal de 1−2lnx lê-se directamente:
1−2lnx>0⇔lnx<21⇔x<e
(atenção: ao dividir por −2a desigualdade inverte-se, e depois usa-se que a exponencial é crescente).
Se preferires, testa dois pontos, que é igualmente válido: h′(1)=11−2ln1=11−0=1>0 , e h′(e)=e31−2lne=e31−2=−e31<0 . Dois valores simples, escolhidos de propósito um de cada lado de e≈1,65 .
4.º — o quadro — 4 pontos, a maior fatia do item
Esta etapa vale 4 dos 14 pontos, mais do que a derivada. Não a substituas por uma frase: desenha o quadro.
x
0
e
+∞
sinal de h′
n.d.
+
0
−
h
n.d.
↗
Máx.
↘
(x=0 leva «n.d.» porque não pertence ao domínio R+ , que é aberto à esquerda.)
5.º — ler o quadro: monotonia e extremo
heˊ crescente em ]0,e]eheˊ decrescente em [e,+∞[
A derivada passa de positiva a negativa ao atravessar e — é essa mudança de sinal, e só ela, que garante que há máximo relativo em x=e . Como não há mais nenhuma mudança de sinal, não há mínimos relativos, e convém dizê-lo explicitamente: o enunciado pergunta pela existência de extremos.
Apresentar os intervalos vale 2 pontos, e a nota 2 dos critérios dá-te uma folga: se escreveres ]0,e[ e ]e,+∞[ (abertos no zero da derivada), a etapa conta na mesma. Ainda assim, a versão fechada é a mais correcta: em e a função está definida e o crescimento chega mesmo até lá.
6.º — o valor do extremo
O enunciado pede «determine, caso existam, esses extremos» — e extremo é o valor da função, não a abcissa onde ocorre. Há duas etapas separadas na grelha: reconhecer que o extremo é h(e) (1 ponto) e calcular esse valor (1 ponto).
h(e)=1+(e)2lne
As duas simplificações que precisas:
(e)2=e ;
lne=lne21=21lne=21 , usando lnap=plna e lne=1 .
Logo
h(e)=1+e21=1+2e1
como entregar a resposta
Não é pedida aproximação, por isso o valor fica exacto: 1+2e1 . Escrever 1,18 (ou qualquer arredondamento) em vez disto não cumpre a etapa. As formas equivalentes aceites são, por exemplo, 2e2e+1 ou 1+21e−1 .
E a resposta escrita tem de conter as três coisas que o enunciado pediu: os intervalos de monotonia, a existência do máximo relativo (e a inexistência de mínimos), e o valor 1+2e1 .
um teste de bom senso
Se quiseres confirmar que e é mesmo máximo, compara com dois valores fáceis: h(1)=1+1ln1=1+0=1 e h(e)=1+e21≈1,135 . O candidato a máximo dá 1+2e1≈1,184 , que é maior do que os dois, um de cada lado. ✔
onde é que este item se perde
Errar a regra do quociente, sobretudo trocar a ordem do numerador (u′v−uv′ , e não uv′−u′v) ou esquecer que (x2)′=2x . O sinal trocado inverte a monotonia inteira e leva o item atrás.
Não simplificar x4x−2xlnx . Não é erro, mas deixa-te a estudar o sinal de uma expressão mais confusa, onde é mais fácil enganares-te.
Resolver lnx=21 como x=21 , esquecendo a exponencial. Ou escrever x=e2 , invertendo o expoente.
Estudar o sinal de x3 como se pudesse ser negativo. Isso é verdade em R , mas aqui o domínio é R+ — e é o domínio que te poupa esse caso.
Não apresentar o quadro. São 4 pontos que se perdem inteiros por «já se vê».
Dar a resposta como x=e e parar. Isso é onde está o extremo; o extremo é h(e) .
Errar lne , escrevendo 1 ou e21 em vez de 21 .
Esquecer de dizer que não há mínimos relativos. O enunciado pergunta pela existência de extremos — a resposta completa inclui o que não existe.
para reconhecer o próximo exercício deste tipo
Sempre que a derivada sair na forma xnalgo com o domínio restringido a R+ , o denominador é decorativo: não se anula nem muda de sinal, logo o estudo do sinal reduz-se ao numerador. Identificar isto na primeira linha transforma um item de 14 pontos numa conta de duas linhas.
Primeiro, a resposta de exame.
A resolução explicada abre-se depois, à parte, se quiseres perceber o porquê.
Como te correu?
Este tópico tem mais 19 exercícios resolvidos
Ler um resolve hoje; fazer o tópico inteiro é o que muda a nota.
✓Treinar o tópico inteiro, um a um
✓O que erras volta sozinho, no dia em que ias esquecer
✓Fazer o exame completo a tempo, como no dia
✓Ver o que já sabes, tópico a tópico
Treinar DerivadasGrátis. Os enunciados e as resoluções ficam sempre abertos.