O que governa este item. Olha primeiro para a forma do limite, antes de qualquer conta. A base nn+2 tende para 1 e o expoente 3n tende para +∞ : é uma indeterminação do tipo 1∞. Reconhecê-la é o item todo — porque é ela que te obriga a usar o limite notável do formulário, em vez de substituir.
O limite notável que tens na prova é
lim(1+n1)n=e,n∈Ne o trabalho consiste em moldar un até ele aparecer.
1.º — separar a fração para fazer aparecer o «1+»
O limite notável começa por 1+alguma coisa . Por isso a primeira coisa a fazer é partir a fração em duas parcelas:
nn+2=nn+n2=1+n2un=(1+n2)3nJá se parece com o notável, mas ainda há duas diferenças: o numerador é 2 e não 1 , e o expoente é 3n e não n .
2.º — arrumar o expoente 3n
Usa a propriedade das potências amn=(am)n ao contrário, tirando o 3 para fora:
(1+n2)3n=[(1+n2)n]3Agora o expoente de dentro é exactamente n . Este passo é onde nascem os dois distratores com e — quem multiplica mal, ou soma em vez de multiplicar, sai daqui com e5 .
3.º — tratar o 2 do numerador
Falta pôr (1+n2)n na forma do notável. Escreve n2=2n1 e chama m=2n ; quando n→+∞ também m→+∞ , e n=2m :
(1+m1)2m=[(1+m1)m]2⟶e2Vale a pena guardar isto como regra pronta a usar, porque cai em todos os exames:
lim(1+na)n=eaou seja, o que sobe ao expoente de e é o número que está por cima do n.
4.º — juntar tudo
limun=lim[(1+n2)n]3=(e2)3=e2×3=e6A resposta é a opção (D).
Numa linha: o 2 da fração e o 3 do expoente multiplicam-se, porque um vem como expoente de e e o outro como expoente de toda a potência.
de onde vem cada opção errada
- (A) 1 — é o erro de quem não vê a indeterminação: repara que nn+2→1 e conclui que 13n=1 . Não serve, porque a base não é 1 : é um número ligeiramente maior do que 1 , e elevá-lo a um expoente que cresce sem limite pode dar qualquer coisa. É exactamente por isso que 1∞ se chama indeterminação.
- (B) 6 — sai de fazer 2×3=6 e deixar cair o e pelo caminho. O produto dos dois números está certo; o que falta é perceber que ele é o expoente de e , e não o limite.
- (C) e5 — sai de somar 2+3=5 em vez de multiplicar. É o distrator mais próximo da resposta certa, e apanha quem tem a regra lim(1+na)n=ea memorizada mas não percebida: o 3 não se junta ao 2 , eleva ao cubo o e2 que já se obteve.
onde é que este item se perde
- Substituir em vez de reconhecer a indeterminação. Qualquer resposta obtida por substituição directa aqui está errada por construção.
- Partir a fração ao contrário, escrevendo nn+2=n2+2n ou coisa do género. A divisão distribui-se pelo numerador, não pelo denominador.
- Confundir multiplicar com somar expoentes. (e2)3=e6 , porque (am)n=amn ; e2×e3 é que daria e5 — e não é isso que está escrito.
- Perder o e. Num item de escolha múltipla com um 6 à espera na lista, esse esquecimento tem opção reservada.
para reconhecer o próximo exercício deste tipo
Sempre que vires uma potência com a variável no expoente e uma base que tende para 1 , escreve imediatamente a base na forma 1+na e o expoente na forma c×n . O limite é então eac , sem mais contas. Toda a dificuldade destes itens está em fazer aparecer essas duas formas.